Francisco de Assis foi um crente, servo de Deus , do século XII. Sua paixão foi o Evangelho do Senhor Jesus. Ficou maravilhado com as palavras de Cristo e desejou viver, na íntegra, este evangelho. Quando esteve preso na Perugia (1202), com 20 anos por causa de uma guerra civil, Francisco sofreu muito e junto com o sofrimento pode meditar no Evangelho do Senhor Jesus que encontrou na prisão. Mais tarde, quando foi forçado, por insistência da Igreja e dos amigos, a escrever uma Regra para seu grupo de discipulado, apenas copiou partes do Evangelho. Dizia a todos: a minha regra é o Evangelho de Cristo.
O Evangelho de Cristo foi a porta da Graça para o levar a conversão.
Frequentava a igreja e participava das celebrações em sua paróquia desde a infância, mas sua conversão só aconteceu quando encontrou com a Palavra de Deus.
O Evangelho é o principio da libertação do homem e da mulher.
Francisco de Assis foi um EVANGÉLICO no sentido mais puro da Palavra.
Que sejamos servos de Deus e Evangélico no modelo de Francisco de Assis.
Oração: Senhor Jesus. Eu te aceito como meu Senhor e Salvador. Perdoa os meus pecados e escreva meu nome no livro da vida. Que eu seja um seguidor do seu Evangelho. Que minha vida seja transformada por sua graça. Assim como o Senhor converteu Francisco, converta minha vida e me salve. Em nome de Jesus.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
O Natal comemorado por Francisco de Assis

Foi Francisco de Assis quem
inventou o presépio. Isto aconteceu em 1223, logo depois que sua Regra de Vida
foi aprovada pelo papa Honório III. Esta Regra ainda é até hoje observada pelos franciscanos de todo o mundo.
Na noite do dia 24 de dezembro de 1223, Francisco teve o desejo
de representar materialmente o nascimento de Jesus,
pois gostava muito de lembrar a humildade e o amor presentes na Encarnação do Senhor.
Francisco tinha um grande amigo, nobre e honrado em sua terra,
que morava na cidade de Greccio - Itália. Este amigo se chamava João e, apesar
de nobre e rico, amava a nobreza de espírito acima de tudo. Quando faltavam
quinze dias para o Natal, Francisco mandou lhe dizer que iria celebrar o Natal
em Greccio e que desejava ver com os próprio olhos como o Menino Jesus nasceu
em Belém, as penúrias que passou e como foi posto sobre a palha entre um boi e
um burro. Para isso, precisava que João tomasse algumas providência, o que foi
feito imediatamente e no lugar indicado por Francisco. Quando chegou a noite de
Natal, muitas pessoas foram chamadas, de todos os lugares, os quais prepararam
tochas para iluminar a celebração.
Foram também trazidos um boi, um burro, uma manjedoura e palha.
Os frades começaram a cantar, e com eles todo o povo, de modo que o bosque
ficou repleto dos louvores ao Deus Altíssimo.
Como Francisco não era padre, um sacerdote celebrou a Missa do Natal ali mesmo onde o presépio
tinha sido arrumado, o qual disse ter sentido uma piedade jamais experimentada
antes em sua vida. No momento da proclamação do Evangelho, Francisco vestiu a
roupa própria dos diáconos (a dalmática) e proclamou com voz sonora a Boa Nova.
Depois pregou ao povo dizendo palavras maravilhosas sobre o nascimento do
Menino de Belém.
Sentia uma doçura sem igual ao pronunciar a palavra
"Belém". Terminada a vigília, todos voltaram para as suas casas muito
contentes.
No lugar onde o presépio esteve montado foi consagrado um templo
do Senhor e no local da manjedoura foi construído um altar.
Foi um momento maravilhoso de celebração. Nós cristãos
(evangélicos, protestantes, católicos, ortodoxos) devemos refletir, com sinceridade, humildade
e muita reflexão, a encarnação de Jesus, assim como Francisco de Assis fez no
ano de 1223.
Feliz Natal 2010.
Irmão Edson Cortasio Sardinha – Pastor Metodista –
edsoncortasio@hotmail.com
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Francisco de Assis soube imitar o Senhor Jesus

Rev.
Edson Cortasio Sardinha
Francisco de Assis teve seu encontro com o Evangelho na
prisão da Perúsia em 1202, talvez com 20 anos. Começou seu caminho de encontro
com o Jesus pobre.
Ele era filho do comerciante Pedro Bernardone e percebeu
que em vida Jesus não teve nada.
O Senhor Jesus nasceu em um estábulo, que foi emprestado.
Jesus montou em um burrico, que foi emprestado. Jesus realizou o milagre da
multiplicação dos peixes e pães, que foram emprestados. Jesus pregava em vários
locais emprestados. Jesus usou um barco emprestado. Jesus não teve nada deste
mundo. Tudo foi emprestado.
Francisco entendeu que o Senhor Jesus, sendo o
Todo-Poderoso Deus, foi um simples homem na terra: um Homem que nasceu
e cresceu em uma humilde aldeia, que trabalhou como um modesto carpinteiro até
os 30 anos, que somente durante os três anos seguintes pregou sua mensagem. Nunca
escreveu um livro. Nunca exerceu qualquer cargo. Nunca teve um lar próprio
depois de adulto. Nunca constituiu família. Nunca frequentou uma universidade. Nunca
a planta dos seus pés pisaram uma grande cidade, exceto Jerusalém. Nunca fez
alguma coisa que pudesse aparentar grandeza. Nada teve em comum com este mundo,
exceto o simples poder de sua singular personalidade. Esta descoberta marcou a
vida de Francisco de Assis.
Francisco
se apaixonou pelo Senhor Jesus e se converteu.
Desejou
viver como o Senhor Jesus: abriu mão de tudo e viveu alegremente a vida terrena
evangelizando e cantando a alegria de ser pobre como o Senhor.
Morreu
no dia 04 de outubro de 1226.
Antes
de morrer pediu com muita insistência que fosse retirado da cama e colocado na
grama. Desejava sentir a natureza, que Cristo criou, pela última vez.
Morreu
cantando: Seja Bem-vinda irmã morte!
Francisco
descobriu um grande Tesouro e deu toda sua vida por Ele.
Foi
realmente feliz porque conseguiu viver integralmente para o Senhor Jesus.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
A Mudança na Vida de Francisco
A Mudança na Vida de Francisco
Segundo Boaventura na Legenda Menor, Francisco teve uma profunda mudança de vida ao encontrar com o Jesus Cristo do Evangelho:
Assim Boaventura escreve:
Certo dia, ao orar assim na solidão, apareceu-lhe Cristo Jesus crucificado e lhe disse: "Quem quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me" (Mt 16,24). Esse versículo do Evangelho causou-lhe tão grande impressão, que lhe queimava dentro da alma como um fogo devorador e como um desejo imenso de sofrer com ele. Pois diante do Crucificado sua alma se derretia e a lembrança da paixão de Cristo se gravou no mais intimo de seu coração, de tal modo que via quase ininterruptamente dentro de si
com os olhos da alma as chagas do Senhor crucificado e externamente a muito custo conseguia conter as lágrimas e os suspiros. Abandonara por amor de Cristo Jesus, como bens desprezíveis, sua casa e toda a fortuna que esta lhe reservara, mas sabia perfeitamente que descobrira um tesouro escondido e brilhante pérola preciosa. Ávido de possuí-los, resolveu desapegar-se de todas as suas posses e negociar, segundo o estilo de Deus, as coisas deste mundo com as do Evangelho.
Quando você teve um encontro com o Senhor Jesus?
Como foi o processo de sua conversão?
Quando a Bíblia começou a queimar dentro de sua alma?
Quando você abandonou tudo por Cristo?
Que área de sua vida está faltando uma verdadeira conversão?
Você já abriu mão de tudo para receber Jesus como Senhor e Salvador?
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Cidade italiana expõe vida e morte de são Francisco de Assis
FABIANO MAISONNAVE
Exatos 831 anos após o nascimento de são Francisco, Assis, na província de Perugia (a cerca de 200 km de Roma), acaba de ganhar outra dádiva, desta vez a homenagem do novo
papa ao seu filho mais ilustre.
Mas o provável aumento do turismo na cidade histórica de 20 mil habitantes exigirá muita abstração do turista que procura uma experiência espiritual na companhia de uma turba de visitantes.
Mais do que nunca, o epicentro da visita a Assis é a basílica de são Francisco, um enorme complexo construído entre 1228 e 1253.
A construção, uma das mais belas da Itália, reúne afrescos revolucionários pintados sobre sua bela arquitetura e guarda o túmulo do santo, que escolheu o local da construção, chamado à época de colina do Inferno, para ficar próximo ao local onde pessoas eram executadas publicamente.
| Lalo de Almeida/Folhapress | ||
| Freiras observam afrescos de Giotto na basílica de são Francisco, em Assis |
Para os interessados em conhecer a trajetória de são Francisco, a recomendação é começar pelos 28 afrescos atribuídos a Giotto (1267-1337) pintados nas paredes da igreja da parte superior, construída em estilo gótico. Na época, era a melhor forma de narrar a vida do santo aos camponeses analfabetos.
Hoje, com a ajuda de um audioguia, fica fácil entender passagens como o sermão aos pássaros ou quando ele se despe para renunciar aos bens materiais.
Mais difícil é apreciar em silêncio devido aos grupos ruidosos de turistas e estudantes, indiferentes aos reiterados pedidos de silêncio feitos pelos monges via alto-falante, incluindo um assertivo "shhhh".
Na igreja da parte inferior, de teto mais baixo, destaque para os impressionantes afrescos do século 13 sobre o altar principal, pintados por Maestro delle Vele, um aluno de Giotto.
| Lalo de Almeida/Folhapress | ||
| Vista da basílica de são Pedro, em Assis, onde esta enterrado Sao Francisco |
Depois de apreciar os altares e as abóbodas ricamente pintados, é possível descer até o sóbrio túmulo de são Francisco, de apelo principalmente espiritual.
Ali, não é difícil encontrar Massimo Copppo, que passa boa parte do dia nas imediações da basílica com vestes franciscanas e os pés descalços vermelhos e feridos pelo frio da região da Umbria. Assim, ele se tornou uma atração momentânea do local.
| Editoria de Arte/Folhapress |
ALÉM DA BASÍLICA
Embora sem o esplendor da basílica, Assis tem diversas atrações que merecem visita.
Embora sem o esplendor da basílica, Assis tem diversas atrações que merecem visita.
No centro, está a fachada impressionante do templo de Minerva, erguido no século 1º. Adiante, a basílica de santa Clara guarda a cruz de são Damião, que teria revelado a Francisco sua missão de reformar a Igreja.
Todos os pontos de interesse podem ser alcançados a pé pelas ruas estreitas e íngremes da cidade.
ABIANO MAISONNAVE
ENVIADO ESPECIAL A ASSIS (ITÁLIA)
ENVIADO ESPECIAL A ASSIS (ITÁLIA)
terça-feira, 9 de abril de 2013
A Festa da Páscoa para
Francisco de Assis
Rev. Edson Cortasio Sardinha
A Páscoa foi marcante na vida de Francisco de Assis. Como
crente do século XIII, amou a morte e a ressurreição do Senhor do profundidade
e sensibilidade.
Boaventura diz que em
sua morte Francisco "pediu que fosse lido o texto de São João que começa
assim: "Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de
passar deste mundo ao Pai, havendo amado os seus que estavam no mundo, até o
extremo os amou..." (Jo 13,1). Queria
ouvir nessa passagem do Evangelho o chamado do Bem-Amado que bate à porta, esse
Bem-Amado de quem estava separado apenas pela simples parede da carne. Por fim,
tendo-se realizado nele todos os planos de Deus, o bem-aventurado adormeceu no
Senhor, orando e cantando um salmo".[i]
Francisco tentava
enxergar a tristeza e a pobreza do Senhor que ficou sozinho na noite de Páscoa,
preso pelos guardas do Templo. Tentava ver na festa da Páscoa a páscoa
solitária que o Senhor passou tanto na prisão e morte como no túmulo.
Tomás de Celano conta
que "num dia de Páscoa, os frades prepararam no eremitério de Gréccio uma
mesa mais bonita, com toalhas brancas e copos de vidro. Quando Francisco desceu
de seu quarto de oração (cela) e foi para a mesa, viu a arrumada em lugar
elevado e ostentosamente enfeitada: toda ela ria, mas ele não sorriu. Às
escondidas e devagarzinho, saiu, pôs na cabeça o chapéu de um pobre que lá
estava, tomou um bordão e foi para fora. Esperou à porta até que os frades
começaram a comer, porque estavam costumados a não esperá-lo quando não vinha
ao sinal. Quando iniciaram o almoço, clamou à porta como um pobre de verdade:
"Uma esmola, por amor de Deus, para um peregrino pobre e doente". Os
frades responderam: "Entra, homem, pelo amor daquele que invocaste". Entrou
logo e se apresentou aos comensais. Que espanto provocou esse peregrino!
Deram-lhe uma escudela, e ele se sentou à parte, pondo o prato na cinza. E
disse: "Agora estou sentado como um frade menor". Dirigindo-se aos
irmãos, disse: "Mais do que os outros religiosos, devemos deixar-nos levar
pela pobreza do Filho de Deus. Vi a mesa preparada e enfeitada, e vi que não
era de pobres que pedem esmola de porta em porta". O fato demonstra que
ele era semelhante àquele outro peregrino que ficou sozinho em Jerusalém nesse
mesmo dia de Páscoa. Mas, quando falou, deixou abrasado o coração de seus
discípulos[ii].
Para Francisco as
festividades da Páscoa não deveriam ser repletas de comidas e bebidas. deveria
ser semelhante ao ressuscitado que apareceu no caminho de Emaús.
Para Francisco devemos celebrar a Páscoa como peregrinos. Pedia que celebrassem
a Páscoa em pobreza de espírito, sempre lembrando que estamos nesta vida em
trânsito para a vida eterna.
Boaventura diz que
"certo dia de Páscoa, encontrando-se em um santuário ou eremitério, tão
distanciado do contato dos homens que não podia facilmente mendigar seu
alimento, lembrou-se daquele que no mesmo dia apareceu em traje de peregrino
aos discípulos no caminho de Emaús. Pediu esmola a seus irmãos, considerando-se
a si mesmo como um pobre peregrino. E tendo-a recebido com humildade,
instruiu-os nas divinas letras, exortando-os a que no deserto deste mundo se
julgassem peregrinos e estrangeiros, isto é, como verdadeiros israelitas, e a
que celebrassem continuamente em pobreza de espírito a Páscoa do Senhor, ou
seja, o trânsito desta vida à vida eterna"[iii].
O Tempo da Páscoa deve
ser celebrado sempre pensando na ressurreição do Senhor e na nossa ressurreição.
Somos peregrinos a caminho do Céu mediante a graça do Senhor através de sua
Morte e ressurreição. Jesus ressuscitou! Ele ressuscitou realmente!
quinta-feira, 7 de março de 2013
Inês e Clara de
Assis: Discipulado Franciscano Radical
Por que
uma pessoa rica, herdeira da nobreza, deixa tudo e vai seguir Jesus de forma
radical?
Qual a
alegria em deixar tudo para seguir o Senhor Jesus?
Tenho
coragem de deixar tudo por Jesus Cristo?
A vida de
Inês e a Carta de Clara de Assis para Inês são reflexões sérias de pessoas que
amaram Jesus até as últimas consequências.
Até que
ponto amamos verdadeiramente Jesus?
O que
desejamos em troca quando vamos a Igreja?
Somos
realmente discípulos de Jesus ou discípulos dos nossos próprios interesses?
Vamos conhecer a vida de Inês.
Inês de
Praga, ou da Boêmia, foi filha do rei Otocar I da Boêmia e da rainha Constância
da Hungria.
Nasceu em
1205 e morreu em 1282. Foi prometida como noiva a diversos príncipes, inclusive
ao futuro Herique VII, que seria imperador.
Teve uma
educação esmerada, em diversos mosteiros e cortes. Sempre se dedicou às obras
de caridade e, depois que conheceu os frades menores, que chegaram à sua cidade
em 1225, animada também pelo testemunho de sua prima Isabel da Hungria, decidiu
ser clarissa.
Construiu
uma grande obra, em que havia um hospital, um mosteiro e uma igreja de São
Francisco.
Entrou
para a Ordem em 1234, com grande repercussão em toda a cristandade. Mesmo sem
nunca terem tido a oportunidade de se conhecerem pessoalmente, ela e Clara
estabeleceram uma profunda amizade.
As Cartas a Inês
As cartas
são o ponto alto dos escritos de Clara. Nelas nós a encontramos mais livre,
pois não tinha que pensar na instituição de sua Ordem.
É muito
pessoal e solta em uma rica doutrina espiritual. Sua visão de contemplação é o
melhor que temos no franciscanismo primitivo.
Seu tema é
sempre Jesus Cristo, mas quatro aspectos fundamentais devem ser destacados:
Jesus Cristo é crucificado, Jesus Cristo é pobre, Jesus Cristo é o esposo e a
entrega a ele é feita em uma virgindade cada vez maior.
Mesmo
quando não fala de si mesma, Clara deixa evidente que está apresentando uma
doutrina que primeiro foi vivida intensamente por ela. Sua experiência de
pobre, de contemplativa, de alegre esposa, é vibrante.
É também
nas cartas que Clara mostra melhor sua grande capacidade de escritora: concisa,
clara, carinhosa, rica de citações que mostram como seus interesses eram
diversificados, embora sempre na linha da espiritualidade.
Primeira Carta de Clara a Inês:
|
1 À venerável e santa virgem,
dona Inês, filha do excelentíssimo e ilustríssimo rei da Boêmia,
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2 Clara, indigna fâmula de
Jesus Cristo e serva inútil das senhoras enclausuradas do mosteiro de São
Damião, sua serva sempre submissa, recomenda-se inteiramente e deseja, com
especial reverência, que obtenha
a glória (cfr. Sir 50,5) da
felicidade eterna.
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|
3 Sabedora da boa fama de vosso
santo comportamento e vida, que não só chegou até mim, mas foi
esplendidamente divulgada em quase toda a terra, muito me alegro e exulto no Senhor (cfr. Hab 3,18).
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4 Disso posso exultar tanto eu
mesma como todos os que prestam serviço a Jesus Cristo ou desejam fazê-lo.
|
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5 Porque, embora pudésseis
gozar, mais do que outros, das pompas e honras deste mundo, desposando
legitimamente, com a maior glória, o ilustre imperador, como teria sido
conveniente à vossa excelência e à dele,
|
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6 rejeitastes tudo isso e
preferistes a santíssima pobreza e as privações corporais, com toda a alma e
com todo o afeto do coração,
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7 tomando um esposo da mais
nobre estirpe, o Senhor Jesus Cristo, que guardará vossa virgindade sempre
imaculada e intacta.
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8 Amando-o, sois casta;
tocando-o, tornar-vos-eis mais limpa; acolhendo-o, sois virgem.
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9 Seu poder é mais forte, sua
generosidade mais elevada, seu aspecto é mais belo, o amor mais suave, e toda
a graça mais elegante.
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10 Já estais tomada pelos
abraços daquele que ornou vosso peito com pedras preciosas e colocou em
vossas orelhas pérolas inestimáveis.
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11 Ele vos envolveu de gemas
primaveris e coruscantes e vos deu uma coroa de ouro marcada com o sinal da santidade (Sir 45,14).
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12 Portanto, irmã caríssima, ou
melhor, senhora muito digna de veneração, porque sois esposa, mãe e irmã (cfr. 2Cor 11,2; Mat 12,50) do meu
Senhor Jesus Cristo,
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13 destacada pelo esplendor do
estandarte da inviolável virgindade e da santíssima pobreza, ficai firme no
santo serviço do pobre Crucificado, ao qual vos dedicastes com amor ardente.
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14 Ele suportou por todos nós a paixão (Hb 12,2) da
cruz e nos arrancou do poder do príncipe das trevas (Col 1,13), que nos acorrentava pela
transgressão de nosso primeiro antepassado, e nos reconciliou (2Cor 5,18) com Deus Pai.
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15 Ó bem-aventurada pobreza,
que àqueles que a amam e abraçam concede as riquezas eternas
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16 Ó santa pobreza, aos que a
têm e desejam Deus prometeu o reino
dos céus (cfr. Mat 5,3), e
são concedidas sem dúvida alguma a glória eterna e a vida feliz!
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17 Ó piedosa pobreza, que o
Senhor Jesus Cristo dignou-se abraçar acima de tudo, ele que regia e rege o
céu e a terra, ele que disse
e tudo foi feito(Sl 32,9; 148,5)!
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18 Pois disse que as raposas têm tocas e os
passarinhos têm ninhos mas o Filho do Homem, Jesus Cristo, não tem onde reclinar a cabeça (Mt 8,20). Mas,inclinando a
cabeça, entregou o espírito (Jo
19,30).
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19 Portanto, se tão grande e
elevado Senhor, vindo a um seio virginal, quis aparecer no mundo desprezado,
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20 indigente e pobre, para que
os homens, paupérrimos e miseráveis, na extrema indigência do alimento
celestial, nele se tornassem ricos possuindo os reinos celestes,
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21 vós tendes é que exultar e vos alegrar (cfr. Hab 3,18) muito, repleta de
imenso gáudio e alegria espiritual,
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22 pois tivestes maior prazer
no desprezo do século que nas honras, preferistes a pobreza às riquezas
temporais e achastes melhor guardar tesouros no céu que na terra,
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23 porque lá nem a ferrugem consome nem
a traça rói, e os ladrões não saqueiam nem roubam (Mt 6,20). Vossa recompensa será enorme nos
céus(Mt 5,12),
|
|
24 e merecestes ser chamada com
quase toda a dignidade de irmã,
esposae mãe (cfr. 2Cor 11,2; Mt 12,50) do Filho do Pai Altíssimo e da
gloriosa Virgem.
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25 Creio firmemente que sabeis
que o reino dos céus não é prometido e dado pelo Senhor
senão aos pobres (cfr. Mt 5,3), porque, quando se ama
uma coisa temporal, perde-se o fruto da caridade.
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26 Sabeis que não se pode servir a Deus e às
riquezas, porque ou se
ama a um e se odeia às outras, ou serve-se a Deus e desprezam-se as riquezas (cfr. Mt 6,24).
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27 Sabeis que vestido não pode
lutar com nu, pois vai mais depressa ao chão quem tem onde ser agarrado.
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28 Sabeis que não dá para ser
glorioso no mundo e lá reinar com Cristo, e que é mais fácil o camelo passar pelo buraco da
agulha que o rico subir ao reino do céu (cfr. Mat
19,24).
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29 Por isso vos livrastes das
vestes, isto é, das riquezas temporais, para não sucumbir de modo algum ao
lutador e poder entrar no reino dos céus pelo caminho duro e pela porta estreita (cfr. Mt 7,13-14).
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30 Que troca maior e mais
louvável: deixar as coisas temporais pelas eternas, merecer os bens celestes
em vez dos terrestres, receber
cem por um e possuir a vida (cfr. Mt 19,29) feliz para sempre!
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31 Por isso achei bom suplicar
vossa excelência e santidade, na medida do possível, com humildes preces, nas entranhas de Cristo (cfr. Fp 1,8), que vos deixeis
fortalecer no seu santo serviço,
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32 crescendo de bem para
melhor, de virtude em
virtude (cfr. Sl 83,8),
para que aquele que servis com todo desejo do coração digne-se dar-vos os
desejados prêmios.
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33 Quanto me é possível, também
vos suplico no Senhor que vos lembreis em vossas
santas preces (cfr. Ro
15,30) de mim, vossa serva, embora inútil, e das outras Irmãs que vivem
comigo no mosteiro e vos apreciam.
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34 Que com a ajuda dessas
preces possamos merecer a misericórdia de Jesus Cristo, para gozar junto a
vós da eterna visão.
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35 Que o Senhor vos guarde. Orai por (cfr. 1Te 5,25) mim.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
A Morte de Francisco de Assis nas primeiras fontes Biográficas
04 de outubro de 1226
Segundo a Legenda dos Três Companheiros:
Vinte anos após, desde o momento em que se havia conformado perfeitissimamente a Cristo seguindo a vida e as pegadas dos apóstolos, o homem apostólico Francisco, no ano da Encarnação do Senhor 1226, dia 4 de outubro, domingo, voltou a Cristo, tendo conseguido, após muitos trabalhos, o eterno descanso, e apresentou-se dignamente diante do Senhor. (Legenda dos Três Companheiros - Cp. 17)
Segundo a Legenda Perusiana:
Disse-lhe o médico: “Irmão, tu estarás bem, pela graça do Senhor”. Pois não queria dizer que ele ia morrer logo. O bem-aventurado Francisco disse-lhe outra vez: “Diz-me a verdade: que te parece”. Não tenhas medo, porque pela graça de Deus eu não sou covarde, para ficar com medo da morte, pois, com a ajuda de Deus, pro sua misericórdia e graça, estou tão ligado e unido com o meu Senhor, que estão tão contente com a morte como com a vida, e ao contrário.”. Então o médico disse abertamente: “Pai, de acordo com a nossa física, tua doença é incurável e ou no fim do mês de setembro ou no dia de outubro, vais morrer”. O bem-aventurado Francisco, que estava deitado na cama, doente, com a maior devoção e reverência pelo Senhor, abrindo os braços e as mãos, disse com grande alegria interior e exterior: “Seja bem vinda, minha irmã morte!”. (Legenda Perusiana cp 100)
Segundo Tomás de Celano:
No ano de 1226 da Encarnação do Senhor, na indicção XIV, domingo, dia 4 de outubro, em Assis, sua terra, e na Porciúncula, onde fundara a Ordem dos Frades Menores, tendo completado vinte anos de perfeita adesão a Cristo e de seguimento da vida apostólica, nosso bem aventurado pai Francisco saiu do cárcere do corpo e voou todo feliz para as habitações dos espíritos celestiais, terminando com perfeição o que tinha empreendido. (Tomás de Celano - Primeira Vida - Livro 2, Cp 1. 88
Segundo Boaventura:
Partiu deste mundo o seráfico Pai São Francisco no ano da encarnação do Senhor de 1226, ao anoitecer do sábado 3 de outubro, sendo sepultado no domingo seguinte. (Legenda maior de Boaventura L. 6. C. 8 - parágrafo 6.
Segundo o Espelho da Perfeição:
Ao ouvi-lo, o médico respondeu: "Irmão, ficarás bom, pela graça de Deus". Mas São Francisco replicoulhe: "Dize-me a verdade! Que pensas das minhas enfermidades? Não tenhas medo de me dizer a verdade, pois, pela graça de Deus, não sou tão medroso a ponto de temer a morte. Com a graça do Espírito Santo, estou tão unido a meu Senhor que igualmente estarei contente de viver ou de morrer". O médico falou-lhe então com toda a franqueza: "Pai, mediante os conhecimentos de medicina, tua moléstia é incurável; penso que morrereis no fim de setembro ou a 4 de outubro". Ouvindo isto, o santo patriarca estendeu as mãos para o Senhor com grande devoção e respeito, excluindo, com grande alegria de corpo e de alma: "Bendita sejas tu, minha irmã Morte". (Espelho da Perfeição Cp 122.)
Proferidas estas palavras, foi conduzido a Santa Maria, onde, com quarenta anos de idade e vinte de perfeita penitência, emigrou, no dia 4 de outubro do ano do Senhor de 1226, para o Senhor Jesus Cristo, a quem havia amado com todo o coração, com toda sua alma, com todas as suas forças, com ardente desejo e com todo seu afeto; seguindo-o com toda perfeição, correndo atrás de suas pegadas e chegando, por fim, à glória daquele que reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém. (Espelho da perfeição - Cp 124)
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Dia de Francisco de Assis - 04 de outubro
Francisco de Assis foi um homem de oração. Em
certos períodos Francisco se isolava para orações e jejum.
Um dos montes prediletos foi o monte
Alverne, na Itália. Esteve orando neste
monte em jejum e teve várias experiências com Deus. Quando desceu o monte, ele
que sempre quis caminhar a pé, se permitiu montar num burrinho, tal era a sua
debilidade. Quando ele se aproximava das cidades, uma multidão já o aguardava -
o povo, principalmente os pobres e doentes, desejava ir ao encontro de Francisco.
Pouco antes de morrer, de passagem
por São Damião para despedir-se de Clara e suas irmãs, seu estado se agravou e
ele teve que passar a noite ali, numa choupana, sob condições de intenso frio.
Pela manhã São Francisco cantava um
cântico que compôs em louvor a Deus, e que chamava de Irmão o sol, as estrelas,
a lua, a terra, o vento e todas as criaturas.
Numa choupana junto à Porciúncula,
no anoitecer do dia 3 de outubro de 1226, Francisco pede aos irmãos que o
dispam e o coloquem nu no chão, sobre a terra. Recitando o Salmo 142, que os
irmão acompanhavam lentamente, Francisco morreu cantando.
Veja abaixo este maravilhoso momento
da Morte de Francisco no filme Clara e Francisco.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Caminho da Graça na Conversão de Francisco de Assis
Caminho da Graça na Conversão de São Francisco de Assis
Irmão Rev.
Edson Cortasio Sardinha
“A graça do Espírito Santo procura despertar a fé, a conversão do
coração e a adesão à vontade do Pai”. [1]
É esta graça
que atuou na vida de Francisco. A ação da Graça de Deus em sua história é um
claro testemunho do que Deus pode fazer na vida da pessoa que se entrega
totalmente a Cristo.
O caminho de
conversão de Francisco provoca em nós mudanças e nos leva a um desequilibro. A
pessoa que lê o testemunho de Francisco percebe o poder de Cristo que
transforma e muda a alma humana. O segredo de São Francisco está em sua
conversão. Este conversão também é o caminho que tem transformado a vida de
santos e santas de Deus. Somos desafiados a olhar Francisco e Clara como
testemunhos vivos da conversão que o Espírito de Deus deseja operar em nossas
vidas cotidianamente.
Leio o caminho
da conversão de Francisco fazendo caminhos para a minha própria conversão ao
projeto de Deus.
- A conversão
é um ato da graça de Deus.
Pela graça de
Deus qualquer pessoa pode ter uma experiência total e até mesmo progressiva de
conversão espiritual. A conversão é uma ação de Deus na vida da pessoa. Não
nasce do esforço humano, mas da graça do Senhor e seu imenso desejo de transformar.
Qualquer pessoa pode ser transformada por Deus.
Tomás de
Celano evidencia a graça de Deus na vida de Francisco. Ele escreve: “Desde então esteve sobre ele a mão do Senhor
e a destra do Altíssimo o transformou para que, por seu intermédio, fosse
concedida aos pecadores a confiança na obtenção da graça e desse modo se
tornasse um exemplo de conversão para Deus diante de todos”[2].
Francisco se transformou em exemplo
de conversão por intermédio unicamente da graça de Deus.
Celano diz que Francisco era um
homem simples “não pela natureza, mas pela graça”[3]
A luta que Francisco travou com sigo
mesmo pela sua conversão foi possível pela ação da graça de Deus em sua vida,
como diz a Legenda dos Três Cavaleiros: “Desde então começou cada vez mais a
desprezar-se, até conseguir, pela graça de Deus, a mais perfeita vitória sobre
si mesmo”[4].
Foi a ação da Graça de Deus que o
fez ser um novo homem. Francisco não escolheu Deus. Ele foi escolhido pelo
Senhor. O Anônimo Perusiano diz: “Por graça divina sentiu-se de repente mudado,
assim lhe parecia, num outro homem”[5].
Foi a graça de Deus que deu a
Francisco os primeiros discípulos na caminhada da conversão radical e
evangélica. “Vendo e ouvindo isto, dois homens de Assis, inspirados pela graça
divina, aproximaram-se humildemente dele”.[6],
conforme o Anônimo Perusiano.
A experiência de Francisco foi
unicamente com a graça de Deus. Zavalloni diz que “é na conversação com Deus, é na oração, que
Francisco compreendeu de que coisa o seu tempo tinha necessidade: não andou a
consultar nem doutos nem bibliotecas, mas lançou-se na perspectiva focal do
mistério de Deus”[7].
- A conversão
é um ato da graça de Deus que espera uma resposta humana.
Francisco
seguia um caminho de pecado. Tomás de Celano fala de sua vida mundana. Um homem
que não tinha tempo para Deus e que gastava o dinheiro de seu pai sem
responsabilidade. Pensava no imediatismo.
Tomás de Celano inicia sua Biografia dizendo: “Vivia na cidade de Assis, na região do vale
de Espoleto, um homem chamado Francisco. Desde os primeiros anos foi criado
pelos pais insensatamente, ao sabor das vaidades do mundo. Imitou-lhes por
muito tempo o triste procedimento e tornou-se ainda mais frívolo e vaidoso”[8].
Francisco foi educado para ser um jovem “mundano”.
Celano diz que: “Nesses tristes
princípios foi educado desde a infância... Neles perdeu e consumiu
miseravelmente o seu tempo quase até os vinte e cinco anos. Pior ainda: superou
os jovens da sua idade nas frivolidades e se apresentava generosamente como um
incitador para o mal e um rival em loucuras. Todos o admiravam e ele procurava
sobrepujar aos outros no fausto da vanglória, nos jogos, nos passatempos, nas
risadas e nas conversas fúteis, nas canções e nas roupas delicadas e luxuosas”.[9]
Deus foi sinalizando sua graça na vida de Francisco.
Esta sinalização levou um bom tempo. O período da prisão na Perúsia foi um
período de encontro com as sinalizações da Graça na vida de Francisco. Sua
longa doença foi um caminho de graça. A voz que ouviu no caminho para a batalha
("Quem te pode ser melhor, o
senhor ou o escravo?" Ele responde: "O senhor". A voz lhe
replicou: "E então, por que abandonas o Senhor pelo escravo; o Príncipe
pelo empregado?" Francisco responde: "Senhor, que queres que eu
faça?" A voz tornou: "Volta para a tua cidade, para fazer o que o Senhor
te vai revelar")[10]
foi um grito da graça na vida de Francisco.
Todos estes
sinais da graça foram realizados esperando pacientemente a resposta humana de
Francisco.
Como
responder? Procurando mais na Bíblia, na igreja e na liturgia. Dando as roupas
e os tecidos do pai aos pobres. Beijando o mendigo e leproso. Reconstruindo
capelas e igrejas. Se submetendo as orientações de seus líderes. Amando a
Igreja. Francisco em sua conversão como resposta a graça de Deus foi dando
passos e descobrindo caminhos.
Pela graça alcançou sua conversão total. Mas teve que
responder a esta graça e trabalhar diariamente sua conversão. Boaventura diz: “Como leal seguidor de Jesus crucificado,
Francisco crucificou sua carne com suas paixões e concupiscências, desde o
inicio de sua conversão, impondo-se uma disciplina rigorosa...”.[11]
Francisco insistiu em trabalhar sua
experiência de conversão. A conversão é um ato da graça de Deus que exige uma
resposta humana. Francisco “como verdadeiro imitador e discípulo do Salvador,
entregou-se, no princípio de sua conversão, com todo esforço, com todo desejo,
com toda decisão a buscar, encontrar e preservar a santa pobreza, sem duvidar
de adversidades, sem temer nada de sinistro, sem fugir a nenhum trabalho, sem
escapar de nenhuma angústia do corpo, para que lhe fosse dada finalmente a
opção de chegar àquela a quem o Senhor entregou as chaves do reino dos céus”[12].
- A Conversão
como ato da graça de Deus é experiência espiritual
Algumas pessoas
desejam trilhar os caminhos de Francisco a partir de eixos carnais, sociais e
humanos. Isso é possível até certo ponto do caminho, mas também é frustrante no
final. Vocação sem encontro com Deus se resume em cansaço.
Tudo foi
possível para Francisco por causa de sua experiência espiritual com Deus. A
Legenda Perusiana, relatando o sofrimento de Francisco com relação ao
tratamento da enfermidade nos olhos nos informa que, mesmo diante da dor, “ele era arrebatado na contemplação de Deus”[13].
Ele suportava a dor e cumpriu sua vida de testemunho por causa de sua
experiência espiritual com Deus.
Não
conseguimos construir projetos de conversões sem uma experiência espiritual com
Deus. Seria um caminho impossível. Todos os santos e santas de Deus nos apontam
para Deus. É Nele, o mistério, que reside nossa conversão para o caminho da
santidade.
Sabemos que
Francisco é um inspirador e provocador.
Vemos
Francisco e desejamos ser como Francisco. Então começamos a tentar andar atrás
de Francisco. Isso é fascinante. Mas percebemos que é uma utopia baseada no
calor da emoção. Quando tentamos dar profundidade a nossa experiência, construímos
com as próprias mãos caminhos, estatutos e Regras para fornecer a experiência
necessária. Mas isso também não dá certo.
As irmandades,
Ordens e Casas Religiosas conseguem celebrar o carisma, mas o carisma não é
passado como uma transfusão de sangue na instrumentalidade das instituições humanas.
A conversão
como ato da Graça de Deus é uma experiência espiritual com Deus. Francisco conseguiu
trilhar este caminho devido seu encontro com Deus.
Quantos
encontros Francisco teve com Deus? Muitos.
Alguns foram
registrados nas Fontes Biográficas e nos primeiros escritos; e outros não. O
Encontro de Francisco com Deus não dá para ser colocado num papel. É uma
experiência única, intransferível em uma dimensão pessoal/espiritual.
Vemos um homem
transformado pela graça e vivendo a realidade de Cristo. O mais parecido com
Cristo. O mais apaixonado por Cristo. Desejamos imitar. Criamos legendas. A História
é contata e enfeitada a cada dia. O conto se desenvolve tanto que acaba sendo artificial
e raso. Fica apenas uma imagem estática de um ser que talvez não existisse ou é
venerado pela religiosidade popular como uma imagem muito rápida e apressada de
alguém.
Mas todo o
caminho de Francisco, por mais provocador da sociedade, por mais palpável para
as teologias sociais, por mais que seja ícone dos discursos de políticos
parecendo “bons meninos”, foi um caminho da Graça que nasceu de uma experiência
espiritual.
Parece que
vejo Francisco apontando para o Cristo crucificado e morto, e me dizendo: “Faça
sua própria experiência com Ele”!
A experiência
de Francisco foi unicamente com Cristo. O Cristo lhe falou e converteu seu
coração. Seu interior ficou derretido pela experiência com o Cristo
crucificado, como ensinou seu discípulo Tomás de Celano[14].
Aqui está um
problema muito sutil e que muitas vezes não conseguimos enxergar. Minha
experiência franciscana não pode ser com Francisco, mas com o JESUS que Francisco
experimentou em sua conversão e vida.
Se eu conseguir
perceber a graça de Deus e sua vocação para minha vida, terei um encontro com
JESUS e serei um autêntico Franciscano, caminhando no caminho que Francisco
caminhou. Minha experiência será enriquecedora e verdadeira baseada no Encontro
com Cristo.
A Experiência
da conversão é um caminho espiritual com Cristo.
Francisco não
confiava na força de sua vontade ou na carne. Por conhecer a própria fraqueza
humana, buscava força na sua constante e progressiva experiência com Cristo
através da oração. Boaventura diz que “A oração era também uma defesa ao se entregar
à ação, pois persistindo nela, fugia de confiar em suas próprias capacidades,
punha toda a sua confiança na bondade divina, lançando no Senhor os seus
cuidados”[15].
- A Conversão
progressiva pela graça
Francisco não
teve a totalidade de sua experiência no longo período de enfermidade. Também
não conseguiu sua plena conversão construindo igrejas.
Sua conversão
foi um caminho. Caminho longo, de aprendizado, experiências e renuncias.
Boaventura
fala deste longo caminho de renúncia:
“No inicio de sua conversão, com a coragem e o
fervor do Espírito, chegou, em pleno inverno, a se lançar num fosso d'água
gelada ou de neve para sufocar inteiramente o inimigo que cada qual traz em si
e preservar dos ataques da volúpia a veste branca da inocência. Foi por essas
práticas que começou a brilhar nele a bela pureza, o inteiro domínio que ele
obteve sobre a carne. Parecia que tinha feito contrato com os olhos (cf. Jó
31,1): não só fugia a qualquer espetáculo que pudesse deleitar a carne, mas se
recusava mesmo a olhar tudo o que apresentasse caráter de curiosidade ou de
futilidade”[16].
Ele amava a
igreja, aprendia com a igreja e através da igreja teve suas experiências com
Deus. Mas também, de forma solitária, buscou um crescimento em Cristo e teve
várias de suas experiências diretas com Deus.
Sua conversão
progressiva é trabalhada no silêncio e nos diversos retiros espirituais que
exercia.
Tomás de
Celano dá um importante testemunho a este respeito:
Passado algum tempo nesse lugar (um
lugar calmo, secreto e solitário para poder se entregar a Deus) e tendo conseguido, por uma oração contínua e uma
contemplação freqüente, uma inefável familiaridade com Deus, teve vontade de
saber o que o Rei eterno mais queria ou podia querer dele. Buscava com afã e
desejava com devoção saber de que modo, por que caminho e com que desejos poderia
aderir com maior perfeição ao Senhor Deus segundo a inspiração e o beneplácito
de sua vontade[17].
Francisco foi
um homem com fome de Deus. Entendeu que o céu sustentava a terra. Sentava com a
graça de Deus diariamente. A graça de Deus trabalhou em sua vida
progressivamente a conversão.
- A conversão
que provoca
A conversão de
Francisco de Assis não foi um encontro religioso que o colocou no padrão dos
fiéis da época.
Sua conversão
não o colocou na média de sua geração. Não foi uma conversão medíocre. Foi uma
conversão abaixo, escandalizadora, anormal, transformadora e provocante.
Foi uma conversão
provocadora.
Francisco
provocou sua geração acolhendo o leproso com seus abraços e beijos. Sua atitude
causou perseguição, exclusão e revolta nos próprios religiosos.
A conversão de
Francisco provocou e trouxe reações imediatas sobre várias áreas:
a) Sobre a família:
A Família de
Francisco vivia da venda do comércio e do status. A lepra era conhecida como
uma desgraça que causava exclusão total do indivíduo com relação até com a
família. A conversão que levou Francisco a beijar um leproso trouxe angústia
para a própria família. Além de prejudicar as vendas dos tecidos, rebaixar o
status da família, também vinha o desconforto em poder ter um filho doente e excluído da sociedade e dos sonhos dos
jovens.
A conversão de
Francisco causou prejuízo financeiro na empresa do pai. O fato de pegar os
tecidos e dar aos pobres foi uma afronta provocadora aos projetos do mercado.
A família
também sofreu com o novo estilo de vida que a conversão causou em Francisco. Passou
a andar como mendigo, recolhendo pão para sobreviver. Ele perdeu a menor das
vaidades e passou a ser um indigente diante dos olhos dos pais.
O pai poderia
ser consolado se Francisco pelo menos aceitasse entrar na estrutura normal da
igreja e ser um padre ou um monge agostiniano ou beneditino. Francisco não
aceita esta opção. Para ele este não era o caminho exigido pela sua conversão.
Francisco abre
mão da herança do pai terreno e ganha as heranças do pai celeste. Tomás de
Celano testemunha que Francisco disse “na
frente de muitas pessoas que se tinham ajuntado: "Agora poderei dizer
livremente: Pai nosso, que estais nos céus. Pedro Bernardone já não é meu pai,
e a ele devolvo tanto o dinheiro como a minha roupa toda. Irei nu para o
Senhor"[18].
b) Sobre a Igreja
A Igreja tinha caminhos prontos. Francisco teve a
oportunidade de viver sua conversão nos caminhos tradicionais e naturais da
igreja. Mas sua conversão além de restaurar a igreja que estava com as bases
quebradas, também causou um abalo em bases estabelecidas. Todos que viviam na
fé de que a riqueza e a glória eram sinais de bênçãos, foram criticados por sua
conversão silenciosa. “Enquanto viveu
neste vale de lágrimas, o santo pai desprezou as míseras riquezas dos filhos
dos homens e, ambicionando a mais alta glória, dedicou-se de todo coração à pobreza”[19].
Os homens da igreja tentaram levar Francisco para o clero ou para o
monastério[20].
Francisco resistiu. Deseja apenas ser um arauto de Deus e anunciar livre sua
grande descoberta: O Evangelho do Senhor JESUS.
Pela graça de Deus, Francisco teve o apoio do papa Inocêncio III[21].
Se Francisco não tivesse o apoio do Papa, sua relação com a igreja
poderia ser desastrosa e sofredora, pois sua conversão não estava na trilha do
cristianismo de sua época. Sua conversão provocou a própria igreja, apesar de
venerar os valores, doutrinas e a hierarquia da igreja. Não falou contra a
igreja, apenas caminhou no caminhou que muitos da igreja não caminhavam.
c) Sobre a sociedade de sua época.
A conversão de Francisco provocou a sociedade. Ele desprezou os que os
pobres mais desejavam e fez os ricos se sentirem culpados. Caminhou na
contramão de sua época. Desprezou o resultado do esforço egoísta dos homens. Estabeleceu
em sua vida um caminho a margem de sua época. Sua conversão influenciou
médicos, advogados, professores, príncipes.
Seus discípulos saíram do trilho da sociedade. Cantaram o que ninguém
cantava e dançaram a música que ninguém tocava. Francisco viveu os valores do
Reino de Deus de forma radical, total e inquietante. Colocou o Evangelho de
Cristo como meta em sua vida sem pedir licença. Quis viver a radicalidade do
amor e da fé evangélica mesmo contra o bom senso de sua sociedade.
d) Sobre seu futuro
O que Francisco como jovem desejava para seu futuro?
Gostava de gastar o dinheiro do pai, vivia nas festas e no pecado.
Seria um comerciante ou um grande cavaleiro. Seu pai desejava muito seu
envolvimento na Cruzada para trazer prestígio e poder para a própria família. O
futuro do jovem Francisco seria maravilhoso. Mas Francisco joga tudo fora por
amor ao Evangelho do Senhor.
Seu futuro fica comprometido. Ele sai da rota. Joga os sonhos juvenis
no lixo e caminha radicalmente contrário a todos. A sua conversão faz com que
as expectativas dos outros fossem frustradas, principalmente suas próprias expectativas.
e) Sobre o cristianismo
Escrevo este texto como protestante de uma igreja Histórica do século
XVIII. Ouvi a história de Francisco em minha preparação para a Primeira
Comunhão. Li o “Cântico do Irmão Sol” quando ainda era aluno do primário, com 8
anos de idade. Li textos, assisti filmes e me apaixonei por sua conversão. Foi
o homem mais evangélico de conheci.
Não apenas a Igreja Católica foi provocada pela experiência de
Francisco, mas toda a cristandade tem sido impactada pela história de sua
conversão. Atualmente existem muitos grupos franciscanos dentro das igrejas
protestantes.
A protestante Madre Schlink, da Irmandade Evangélica de Maria, em seu
livro “O Mundo de São Francisco” escreve:
“Em sua personalidade, seu caráter e sua
vida descobri a mensagem do Evangelho: "Se não vos tornardes como
crianças... Graças te dou, ó Pai, porque ocultaste estas coisas aos sábios e
entendidos, e as revelaste aos pequeninos, aos fracos e ignorantes..." O
cativante coração infantil e humildade de Francisco de Assis, que se tornaram a
fonte de todo poder e autoridade no seu ministério por Jesus, tocaram o meu
coração. O ardente amor por Jesus, nascido do arrependimento, a estreita
comunhão do coração com Jesus, quem é a fonte de toda a alegria. Tudo isso eu
podia ver na vida de S.Francisco. Isso fortaleceu em mim o desejo de amar mais
a Jesus. Dos resultados da vida e discipulado de S.Francisco, percebi que
somente o amor ardente por Jesus traz a solução para os problemas e
dificuldades na Igreja e no mundo, como
foi demonstrado em certo sentido na sua época[22].
A conversão de Francisco abalou e abala o cristianismo, provoca a
religião de mercado, ridiculariza as conversões artificiais e rasas das muitas
igrejas chamadas evangélicas da atualidade. A conversão de Francisco restaura
um modelo de conversão que não se encaixa nas estruturas do cristianismo
moderno.
f) Sobre o mundo
O mundo rejeita o pobre e trabalha num projeto de exclusão. Os valores
do mundo leva-nos a ter bens além do necessário. Somos viciados pelo comércio e
pelas novas tecnologias.
O mundo diz que precisamos do seguinte produto para ser feliz. Ser
feliz é comprar uma cama nova. Ser feliz é andar na moda. Ser feliz é ter a
última tecnologia. O ter exclui e aumenta a desigualdade social.
A conversão de Francisco denuncia e incomoda a sociedade atual. Alguns
pais ficam desesperados quando seus filhos desejam uma conversão radical como a
que Francisco teve. Ser franciscano incomoda o mundo e traz inquietação.
Conclusão:
Um Chamado a conversão
Sou cristão e sirvo o Senhor como presbítero, mas leio Francisco de
Assis como um forte apelo a minha própria conversão cotidiana. Uma conversão que
causa estranheza em minha própria rota. Uma conversão que frustra as
expectativas que os outros tem sobre mim. Uma conversão que coloca Deus em seu
verdadeiro lugar em minha vida. Uma conversão que me dá medo.
Mas, na essência da minha vida, é esta conversão que desejo sempre. Não
ganhar a Salvação pelo esforço religioso, mas viver na celebração da Salvação
que ganhei pela Graça. Viver rico não tendo nada. Viver dançando sem música,
por ter a música da conversão dentro de mim.
Francisco viveu uma conversão radical, transformadora e evangélica.
É esta que busco para a minha curta, pequena e insignificante
peregrinação.
Toda a nossa vida e morte são
para o “louvor, glória e honra de Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo reino e
império permanecerá firme e estável por todos os séculos dos séculos. Amém”[23].
Irmão Rev. Edson Cortasio Sardinha – Presbítero
(pastor) da Igreja Metodista no Brasil, Teólogo, Educador, Especialista em
Ciências da Religião e em Liturgia e Artes Sacras.
[1] Catecismo da Igreja Católica. C.75.10 Conversão dom do
Espírito Santo - §1098
[2] Tomás de Celano PRIMEIRA VIDA DE SÃO FRANCISCO : L.1,
C.1. - 2
[3] Tomás de Celano PRIMEIRA VIDA DE SÃO FRANCISCO : L.1,
C.21. - 58
[4] LEGENDA DOS TRÊS COMPANHEIROS : C.5. parágrafo 11
[5] ANÔNIMO PERUSINO : C.2. – Parágrafo 6.
[6] ANÔNIMO PERUSINO : C.2. – Parágrafo 10.
[7]
Zavalloni, Roberto. Pedagogia Franciscana. Desenvolvimento e perspectivas.
Editora Vozes: Petrópolis RJ, 1999. pg 131.
[8] Tomás de Celano PRIMEIRA VIDA DE SÃO FRANCISCO : L.1,
C.1. - 1
[9] Tomás de Celano PRIMEIRA VIDA DE SÃO FRANCISCO : L.1,
C.1. - 2
[10] ANÔNIMO PERUSINO : C.2. – parágrafo 6.
[11] S. Boaventura LEGENDA MENOR : C.3. Parágrafo 1
[12] SACRUM COMMERCIUM” ALIANÇA DE SÃO FRANCISCO COM A
SENHORA POBREZA: C.1. Parágrafo 4.
[13] LEGENDA DE PERUSA: C.86. “E se deleitava tanto com
elas, e seu espírito tinha tamanha compaixão e piedade por elas que se
perturbava quando alguém não as tratava bem. E também conversava com elas com
alegria interior e exterior, como se sentissem, entendessem e falassem de Deus,
de forma que, muitas vezes, quando fazia isso, era arrebatado na contemplação
de deus. Pois, uma vez, quando estava sentado perto do fogo, sem que ele
percebesse, o fogo invadiu seus panos de linho que cobriam a perna. Quando
sentiu o calor do fogo e o seu companheiro viu que o fogo estava queimando seus
panos, correu para apagá-lo. Mas ele lhe disse: “Irmão caríssimo, não queira
fazer mal ao irmão fogo”. E assim não lhe permitiu de modo algum que o apagasse”.
[14] Tomás de Celano TRATADO DOS MILAGRES DO BEM-AVENTURADO
FRANCISCO: C.2. Parágrafo 2. "Francisco, vá reparar minha casa que, como
vês, está sendo toda destruída". Desde então ficou profundamente gravada
em seu coração a lembrança da paixão do Senhor e, realizada uma enorme
conversão interior, sua alma começou a derreter-se, quando o amado lhe falou.”
[15] S. Boaventura LEGENDA MAIOR : C 10. Zelo na
oração e poder de sua prece. – Parágrafo 1
[16] S. BoaventuraLEGENDA MENOR : C .3. AS VIRTUDES
COM QUE DEUS O DISTINGUIU – parágrafo 1
[17] Tomás de Celano PRIMEIRA VIDA DE SÃO FRANCISCO :
L.2, C 2. O maior desejo de São
Francisco. Compreende a vontade de Deus a seu respeito ao abrir o livro.
[18] Tomás de Celano. SEGUNDA VIDA DE SÃO FRANCISCO : L 1, C 7. A perseguição do pai e de
seu irmão de sangue.
[19] Tomás de Celano SEGUNDA VIDA DE SÃO FRANCISCO : L.6, C 25. Louvor à
Pobreza.
[20] Tomás de Celano PRIMEIRA VIDA DE SÃO FRANCISCO : L.1,
C.13 : “São Francisco também se
apresentou ao senhor bispo de Sabina, João de São Paulo, que se destacava entre
os outros príncipes e dignitários da Cúria Romana por "desprezar as coisas
terrenas e aspirar às celestiais" Este o recebeu com "bondade e
caridade" e elogiou bastante sua resolução e seus projetos. Entretanto,
prudente e discreto, interrogou-o sobre muitos pontos e tentou persuadi-lo a
passar para a vida monástica ou eremítica. Mas São Francisco recusou com
humildade e quanto lhe foi possível esse conselho, sem desprezar os argumentos,
mas por estar piedosamente convencido de que era conduzido por um desejo mais
elevado. Admirava-se o prelado com seu fervor, e temendo que fraquejasse em tão
altos propósitos, mostrava-lhe caminhos mais fáceis. Afinal, vencido por sua
constância, anuiu a seus rogos e procurou apoiar sua causa diante do Papa”.
[21] Tomás de Celano PRIMEIRA VIDA DE SÃO FRANCISCO : L.1,
C.13. Tendo-lhes feito muitas exortações e admoestações, abençoou São Francisco
e seus irmãos e lhes disse: "Ide com Deus, irmãos, e conforme o Senhor se
dignar inspirar-vos, pregai a todos a penitência. Quando o Senhor vos tiver
enriquecido em número e graça, vinde referir-me tudo com alegria, e eu vos
concederei mais coisas do que agora e, com maior segurança, vos confiarei
encargos maiores".
[22]
Madre Basiléia Schlink. Os Irmãos Franciscanos de Canaã. In http://www.canaan.org.br/irmandade_irmaos.htm
[23] Tomás de Celano PRIMEIRA VIDA DE SÃO FRANCISCO : L.4,
C.7.
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