quarta-feira, 6 de julho de 2011

Francisco e os Leprosos: caminho da Conversão

Francisco, os Ladrões e os Leprosos[1].


Quando deixou a herança de seu pai, Francisco passou a andar com uma roupa pobre e velha. Andava cantando louvores a Deus em francês. Certa vez estava passando por um bosque louvando ao Senhor e foi atacado por ladrões.
Os ladrões perguntaram-lhe brutalmente quem era, e ele respondeu forte e confiante: “Sou um arauto do grande Rei! Que é que vocês têm com isso?” 
Os ladrões, vendo que era pobre, bateram nele e o jogaram numa fossa cheia de neve, dizendo: “Fica aí, pobre arauto de Deus”.
Quando se afastaram, revirou-se na fossa e conseguiu sair, sacudindo a neve. Com alegria redobrada, começou a cantar em voz alta pelos bosques os louvores do Criador de tudo.
Chegando a um mosteiro, passou muitos dias na cozinha como servente, vestido apenas com uma túnica velha e vil. Quisera saciar-se com um pouco de caldo. Mas ninguém teve pena dele e não conseguiu sequer alguma roupa velha. Foi, na realidade, maltratado pelo mosteiro.
Saiu do mosteiro por causa da necessidade e foi para a cidade de Gúbio, onde conseguiu uma túnica com um de seus velhos amigos.
Algum tempo depois, quando sua fama de homem de Deus cresceu, o prior daquele mosteiro, recordando e compreendendo o que fora feito contra ele, procurou-o e pediu-lhe perdão por amor de Deus em seu nome e no dos monges.
Depois disso, transferiu-se para um leprosário.
Vivia com os leprosos, servindo com a maior diligência a todos por amor de Deus. Lavava-lhes qualquer podridão dos corpos e limpava até o pus de suas chagas. Sobre isso escreveu: “Como estivesse ainda em pecado, parecia-me deveras insuportável olhar para leprosos, mas o Senhor me conduziu para o meio deles e eu tive misericórdia com eles”.
Antes, ver os leprosos era tão insuportável que, em suas próprias palavras, tapava o nariz só de ver suas cabanas a duas milhas de distância.
Mas, um dia, quando, por graça e força de Deus, já sendo trabalhado pelo Senhor, encontrou-se com um leproso e, superando-se, chegou e o beijou.
A partir de então, foi ficando cada dia mais humilde e simples.
Tinha um carinho pelos pobres e os ajudava com muita misericórdia. Mesmo antes de ser totalmente transformado pelo Senhor. Sua vida foi uma conversão progressiva.
Houve um dia em que, contra seu costume, porque era muito bem educado, tratou mal um pobre que lhe pedia esmola. Mas logo, arrependido, começou a dizer consigo mesmo que era grande ofensa e vergonha negar a quem estivesse pedindo no nome de tão grande Rei, o que quisesse. 
Resolveu que jamais negaria a quem lhe pedisse em nome de Deus o que estivesse ao seu alcance. Desejou seguir as palavras de Jesus: “Dá a quem te pede e não te desvies daquele que te pedir emprestado” (Mt 5,42).
O segredo de Francisco foi sua conversão ao Senhor Jesus e ao Evangelho. Leu a Palavra de Deus e passou a crer e a viver o Evangelho. Foi um crente fiel ao Evangelho do Senhor.
Seu segredo foi aceitar Jesus como Senhor e Salvador. Jesus o transformou pela graça.

Oração: “Senhor Jesus! Entra na minha vida. Assim como o Senhor transformou Francisco num homem de Deus, transforme minha vida. Desejo ser o que o Senhor deseja que eu seja. Mude a minha vida e salve o meu coração. Eu necessito de Jesus Cristo. Jesus entra na minha vida e opere em meu ser hoje e para sempre”.  


Rev. Edson Cortasio Sardinha - edsoncortasio@hotmail.com


[1] Tomás de Celano – Vida I - Capítulo 7 - Como, preso por ladrões, foi jogado na neve, e como serviu os leprosos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Francisco renuncia a sua Herança terrena Tinha recebido uma Herança eterna



Francisco vende os tecidos do Pai [1]
Francisco, já convertido pelo Espírito Santo, tendo preparado um cavalo, montou e, levando consigo os tecidos de seu pai para vender (seu pai Pedro Bernadone era um grande comerciante de tecidos de Assis), partiu veloz para Foligno.
Tendo lá vendido como de costume tudo que levara, o feliz mercador deixou até o cavalo que montara, depois de receber o preço que valia. De volta, livre da carga, vinha pensando no que fazer com o dinheiro.
Admirável e repentinamente todo convertido para as coisas de Deus, achou que era pesado demais carregar aquela soma por uma hora que fosse. Considerando simples areia todo aquele pagamento, apressou-se em se desfazer dela.
Vindo na direção de Assis, encontrou à beira do caminho uma igreja erguida havia muito tempo, a Igreja de São Damião, que estava em ruína por sua muita antiguidade. 
Chegando a ela, entrou na igreja e encontrou lá um sacerdote pobre, beijou suas mãos cheio de fé, deu-lhe o dinheiro que levava e contou direitinho o que queria.
Espantado, e admirando tão incrível e repentina conversão, o padre não quis acreditar.
Achando que estava sendo enganado, não aceitou o dinheiro oferecido. Mas o jovem insistia teimosamente, e com palavras ardentes procurava convencer o sacerdote que, pelo amor de Deus, lhe permitisse viver em sua companhia.
Afinal o padre concordou em que ficasse, mas, por medo de seus pais, não recebeu o dinheiro, que Francisco, jogou a uma janela, tratando-o como se fosse pó.

Perseguido pelo pai[2]
Seu pai sentiu sua falta e a falta dos tecidos e começou a procura-lo. Quando entendeu como ele estava vivendo naquele local, teve o coração ferido de íntima dor, e ficou muito perturbado com a súbita mudança.
Convocou amigos e vizinhos e correu o mais depressa que pôde para onde morava o servo de Deus.
Francisco, sabendo das ameaças dos que o perseguiam e pressentindo sua chegada, não quis dar oportunidade à raiva e se meteu numa cova secreta que tinha preparado para isso.
Esteve um mês nesse esconderijo, que ficava na casa e talvez só fosse conhecido por um amigo, mal ousando sair para as necessidades.
Comia algum alimento, quando o recebia, no fundo da cova. Todo auxílio lhe era levado em segredo.
Banhado em lágrimas, orava continuamente para que Deus o livrasse da mão dos que o perseguiam e, por um favor benigno, lhe permitisse cumprir seus piedosos propósitos.
Jejuando e chorando, implorava a clemência do Salvador e, desconfiando da própria capacidade, punha em Deus todo o seu pensamento.
Mesmo dentro do buraco e na escuridão, gozava de uma alegria indizível, que nunca tinha experimentado. Cheio de ardor, saiu do esconderijo e se apresentou às injúrias dos que o perseguiam. 
Levantou-se sem vacilar, com alegria e presteza. As pessoas passaram a insultá-lo miseravelmente, chamando-o de louco e demente, e lhe atiraram pedras e lama das praças.
Viam-no completamente transformado em seus hábitos anteriores e muito acabado pela mortificação, e atribuíam seu comportamento à fraqueza e à loucura.
Diante disse Francisco dava graças a Deus.
Mas o tumulto pelas praças e ruas da cidade durou tanto, ouvindo-se em toda parte o clamor dos que o insultavam, que, entre os muitos a cujos ouvidos chegou, estava também seu pai. 
Ouvindo o nome do filho, e que estava sendo comprometido nesse tipo de conversa por seus concidadãos, levantou-se imediatamente, não para libertá-lo mas para perdê-lo.
Seu pai o arrastou com modos indignos e afrontosos para casa. 
Sem qualquer compaixão, prendeu-o por muitos dias em um lugar escuro e, querendo dobrá-lo para seu modo de ver, agiu primeiro com palavras e depois com chicotadas e algemas.
Com isso tudo, o próprio Francisco ficou ainda mais pronto e decidido a seguir seu santo propósito, e sem se convencer com as palavras, nem se cansar da cadeia, não perdeu a paciência.

É solto pela mãe[3]
Aconteceu que seu pai precisou ausentar-se, pela urgência dos negócios, por algum tempo, deixando o homem de Deus preso no calabouço. A mãe, que ficou sozinha com ele em casa, e não aprovava o procedimento do marido, dirigiu-se ao filho com palavras ternas.
Mas, vendo que não conseguia fazê-lo mudar de opinião, sentiu seu coração materno se enternecer e, soltando as correntes, deixou-o sair.
Ele deu graças a Deus e voltou depressa para o lugar onde estivera antes. Provado pelas tentações, gozava agora de maior liberdade e, depois de tantas lutas, adquirira um ânimo mais sereno.
As dificuldades lhe deram maior segurança, e começou a andar mais confiante e livre por toda parte. Nesse meio tempo, o pai estava de volta. Não o tendo encontrado, acumulando seus desatinos, armou uma gritaria com sua mulher. 
Depois, irado e ameaçador, correu em busca do filho, decidido a expulsá-lo da região, se não conseguisse traze-lo de volta. 
Vendo que não poderia afastá-lo do caminho em que se metera, o pai cuidou apenas de reaver o dinheiro.
O homem de Deus teria querido gastá-lo e oferecê-lo todo para o sustento dos pobres e na construção daquele lugar mas, como não lhe tinha amor, não podia sofrer decepção alguma, nem se perturbou com a perda de um bem a que não tinha apego. 
Quando achou o dinheiro que ele, desprezador por excelência dos bens terrenos, ávido demais das riquezas celestes, tinha jogado a uma janela como lixo, acalmou-se um bocado o furor do pai irado. A recuperação foi como um refrigério para sua sede de avareza. 
Mais tarde, apresentou-o ao bispo da cidade, para que, renunciando em suas mãos à herança, devolvesse tudo que tinha. Ele não se recusou. Até se apressou alegremente a fazer o que pediam. 

Diante do bispo, não se demorou e nada o deteve: sem dizer nem esperar palavra, despiu e jogou suas roupas, devolvendo-as ao pai. 
Não guardou nem as calças: ficou completamente nu diante de todos.
O bispo, compreendendo sua atitude e admirando muito seu fervor e constância, levantou-se prontamente e o acolheu em seus braços, envolvendo-o no manto. 
Compreendeu claramente que era uma disposição divina e percebeu que os gestos do homem de Deus, que estava presenciando, encerravam algum mistério.
Tornou-se, desde então, seu protetor, animando-o, confortando-o e abraçando-o nas entranhas da caridade. 
Foi assim que Francisco tratou de desprezar a própria vida, deixando de lado toda solicitude mundana, para encontrar como um pobre a paz no caminho que lhe fora aberto: só a parede da carne separava-o ainda da visão celeste. 

Texto parafraseado por Edson Cortasio Sardinha, da primeira Biografia de Francisco de Assis - I Celano. 



[1] Capítulo 4 - Como, tendo vendido tudo, desprezou o dinheiro recebido. Tomás de Celano. Primeira Vida.
[2] Capítulo 5 - Como seu pai, perseguindo-o, o prendeu - Tomás de Celano. Primeira Vida.
[3] Capítulo 6 - Como sua mãe o soltou e como se despiu diante do bispo de Assis 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Antônio de Pádua: Um Servo Fiel do século XIII


Antônio de Pádua e de Lisboa, era Franciscano. Nasceu em Lisboa, Portugal, 15 de Agosto de 1191-1195 ? e faleceu em Pádua, Itália 13 de Junho de 1231.
Seu nome de batismo era  Fernando de Bulhões. Primeiramente foi frade agostiniano, tendo ingressado como noviço (1210) no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, Portugal, tendo posteriormente ido para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde fez seus estudos de Direito.
Por motivos de necessidade de Encontro com Deus, devido diversas lutas internas e crises espirituais, encontrou a graça de Deus no movimento Franciscano.
Tornou-se franciscano em 1220, conheceu Francisco de Assis pessoalmente e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França.
No ano de 1221 passou a fazer parte do Capítulo Geral da Ordem de Assis, a convite do próprio Francisco de Assis.
Foi o primeiro professor de Teologia da Ordem Franciscana e grande pregador. Deus o usou como Evangelista. Era apaixonado pelo Senhor Jesus. Era um crente em Jesus que amava a igreja e a missão do Senhor.
Foi fiel a Deus e pregou contra as heresias de sua época. Foi transferido depois para Bolonha e de seguida para Pádua, onde morreu aos 36 (ou 40) anos. Deixou muitos escritos

Cronologia:
1191/1195 - Fernando Bulhões nasceu em Lisboa (data oficial: 15 de Agosto de 1195).
1210/11 - Ingressou, como noviço, na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de São Vicente de Fora.
1213/14 - Ingressou no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra.
1220 - Trocou o hábito de agostinho pelo de frade franciscano, recolhendo-se ao Convento dos Olivais, onde adotou o nome de Frei António.
1221 - Embarcou para o Norte de África. Gravemente enfermo, retornou a Portugal. Durante a viagem de regresso, uma forte tempestade empurrou a embarcação que o transportava para a Sicília.
1222 - Assistiu ao Capítulo Geral da Ordem, em Assis, onde conheceu Francisco de Assis. Foi nomeado pregador da Ordem.
1223 - Ensinou Teologia aos frades menores.
1225 - Partiu para o Sul de França para combater a heresia Albigense. Ensinou Teologia em Montpellier e em Toulouse; pregou em Puy e em Limonges.
1227 - Após a morte de Francisco de Assis regressou à Itália para assistir ao Capítulo da Ordem, em Assis. Foi nomeado Provincial da Itália Setentrional.
1228 - Na Basílica de São João de Latrão, em Roma, pregou diante do Papa Gregório IX.
1229 - Concluiu em Pádua a redação dos "Sermões Dominicais".
1230 - Iniciou a redação dos "Sermões Festivos".
1231 - Dirigiu-se a Pádua para acabar os seus dias. No caminho, em Arcella, faleceu a 13 de Junho, com 36 a 40 anos de idade.

            Antônio foi um servo de Deus que fez diferença em sua geração. Louvado seja o Senhor pelo seu testemunho e vida com Deus.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Caminho da Conversão de Francisco de Assis

         Quando Francisco de Assis ainda vivia no pecado da mocidade, sofreu uma terrível doença.
            Prostrado por longa enfermidade, começou a refletir consigo mesmo de maneira diferente.
Já um pouco melhor, e apoiado em um bastão, começou a andar pela casa para recuperar as forças.
Certo dia, saiu à rua e começou a observar com curiosidade a região que o cercava. Mas nem a beleza dos campos, nem o encanto das vinhedos, nem coisa alguma agradável de se ver conseguia satisfazê-lo.
Ficou surpreso com sua mudança repentina e começou a julgar estultos os que amavam essas coisas.
Desde esse dia, começou a ter-se em menos conta e a desprezar as coisas que antes tinha admirado e amado.
Francisco aos poucos voltou ao normal e ainda tentou fugir da mão de Deus e, quase esquecido da correção paterna, diante de uma oportunidade, pensou nas coisas que são do mundo e ignorou o conselho de Deus, prometendo a si mesmo o máximo da glória mundana e da vaidade.

Um homem nobre de Assis não mediu despesas para se armar militarmente e, inchado pela glória vã, decidiu marchar para a Apúlia para ganhar mais dinheiro e honra. Sabendo disso, Francisco, que era leviano e não pouco audaz, alistou-se para ir com ele, porque era menos nobre, mas de ambição maior.
Todo entregue a esse plano e pensando com ardor na partida, certa noite, aquele que o tinha tocado com a vara da justiça visitou-o numa visão noturna, com a doçura da sua graça. E o seduziu e exaltou por causa da glória, porque ele tinha sede de glória.
Pareceu-lhe ver a casa toda cheia de armas: selas, escudos, lanças e outros aparatos. Muito alegre, admirava-se em silêncio, pensando no que seria aquilo. Não estava acostumado a ver essas coisas em sua casa, mas apenas pilhas de fazendas para vender.
E ainda estava aturdido com o acontecimento repentino, quando lhe foi dito que aquelas armas seriam suas e de seus soldados. 
Despertando de manhã, levantou-se alegre e, julgando a visão um presságio de grande prosperidade, ficou certo de que sua excursão à Apúlia seria um êxito. Pois não sabia o que dizer e ainda não entendera nada do dom que lhe fora feito pelo céu.
Começou a buscar o Senhor e desejar ser santo.
Certo dia, tendo invocado mais plenamente a misericórdia divina, o Senhor lhe mostrou o que tinha que fazer. Ficou tão cheio de alegria, que não cabia mais em si e, mesmo sem querer, deixou escapar alguma coisa aos ouvidos dos outros. Mas embora não pudesse calar-se por ser tão grande o amor que lhe fora inspirado, era com cautela que comunicava alguma coisa, e falando em parábolas. 
Dizia que não queria ir para a Apúlia, mas prometia que haveria de fazer coisas nobres e estupendas em sua própria terra. 
Os outros acharam que ele ia se casar e perguntaram: “Você vai se casar, Francisco?” 
Respondeu-lhes: “Vou me casar com uma noiva nobre e bonita como vocês nunca viram, que ganha das outras em beleza e supera a todas em sabedoria”.
De fato, a esposa imaculada do Senhor era a verdadeira religião, que ele abraçara, e o tesouro escondido era o reino dos céus, que buscou com tanto entusiasmo. 
Pois era necessário que se cumprisse plenamente a vocação evangélica naquele que haveria de ser ministro fiel e autêntico do Evangelho. 

Edson e Marisa Sardinha. Baseado em Tomás de Celano, PRIMEIRA VIDA (1CEL), Capítulo 1 e 2.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Vida de Francisco antes da Conversão.

       Faremos uma breve introdução de cada parte da Biografia de Tomás de Celano (nasceu em 1200 d.C.) Tomás de Celano foi discípulo de Francisco e o autor da primeira biografia oficial do irmão de Assis. É interessante estudar nas primeiras fontes biográficas de Francisco e descobrir o homem de Deus levantando para influenciar toda uma geração. O segredo de Francisco foi sua verdadeira conversão a Jesus Cristo. Jesus é o caminho, a verdade e a Vida. Louvado seja o Senhor Jesus.
         Iremos iniciar com a vida de Francisco antes de sua conversão.

Vida Mundana de Francisco
Francisco vivia em Assis e teve uma criação mundana e arrogante: ”Desde os primeiros anos foi criado pelos pais com arrogância, ao sabor das vaidades do mundo. Imitou-lhes por muito tempo a via mesquinha e os costumes e tornou-se ainda mais arrogante e vaidoso”. 

Na época de Francisco os cristãos tinham atitudes pecaminosas e mundanas. Era comum ver cristãos envolvidos em pecados e luxúria: “2 Esse péssimo costume difundiu-se por toda parte, entre os que se dizem cristãos, como se fosse lei pública, tão confirmada e preceituada em toda parte que procuram educar seus filhos desde o berço com muito relaxamento e dissolução”. 

            Francisco foi educado no pecado: “Nesses tristes princípios foi educado desde a infância... Neles perdeu e consumiu miseravelmente o seu tempo quase até os vinte e cinco anos”.

Francisco era um dos piores jovens de sua época. Era o líder mundano de seus amigos de Assis: “Pior ainda: superou desgraçadamente os jovens da sua idade nas frivolidades e se apresentava mais generosamente como um incitador para o mal e um rival em loucuras”.

Ele era um mau exemplo para todos os jovens. “Todos o admiravam e ele procurava sobrepujar aos outros no fausto da vanglória, nos jogos, nos passatempos, nas risadas e nas conversas fúteis, nas canções e nas roupas delicadas e luxuosas”.

Francisco também não sabia lidar com o dinheiro de seu pai. “Na verdade, era muito rico, mas não avarento, antes pródigo; não ávido de dinheiro, mas gastador; negociante esperto, mas esbanjador insensato”.

Pessoas de má índole se aproximavam de Francisco. “Porque era principalmente por isso que muitos o seguiam, gente que fazia o mal e incitava para o crime. Cercado por bandos de maus, adiantava-se altaneiro e magnânimo, caminhando pelas praças de Babilônia”.

Por isso a Conversão de Francisco foi verdadeiramente um milagre de Deus. Uma ação da graça do Senhor. “Até que Deus o olhou do céu. Por causa do seu nome, afastou para longe dele o seu furor e pôs-lhe um freio à boca com o seu louvor, para que não perecesse de vez”.

Francisco foi transformado pela Graça de Deus para ser um ganhador de almas. Deus o salvou e transformou num Evangelista. Homem que foi missionário em sua época e levou muitas vidas a Cristo: “Desde então esteve sobre ele a mão do Senhor e a destra do Altíssimo o transformou para que, por seu intermédio, fosse concedida aos pecadores a confiança na obtenção da graça e desse modo se tornasse um exemplo de conversão para Deus diante de todos”. 

domingo, 17 de abril de 2011

Cronologia da Semana Santa

Francisco de Assis foi um homem apaixonado por Jesus. Seu grande segredo espiritual foi sua profunda intimidade com o Senhor Jesus. Sua principal reflexão era sobre o Sacrifício do Senhor Jesus. Desejo que esta semana nos ajude a crescer na graça e no conhecimento do sacrifício e amor do Senhor Jesus. 




DOMINGO DE RAMOS
Jesus viaja de Betânia, a 3 km de Jerusalém. Entrada de Jesus em Jerusalém Mateus 21.1-11









SEGUNDA-FEIRA Jesus protesta contra o comércio no templo em Jerusalém Mateus 21.12-13

Jesus ensina no templo em Jerusalém Mateus 21.28-23.29


TERÇA-FEIRA
Jesus prediz a data de sua execução e debate com líderes religiosos. Jesus é ungido em Betânia. Mateus 26.6-13











QUARTA-FEIRA Judas é contratado para trair. Jesus chora, no Monte das Oliveiras, a rejeição de Jerusalém e lamenta a destruição da cidade. Lucas 19.41-44




QUINTA-FEIRA
18 às 23h30min Última Ceia com os discípulos em Betânia Mateus 26.17-29
23h30min a Sexta-feira - 1h - Jesus no Jardim do Getsêmani Mateus 26.36-46




SEXTA-FEIRA 1h às 1h30min Jesus espera por sua prisão Mateus 26.36-46
1h30min às 3h Jesus passa pelo primeiro julgamento diante de Anás.
Jesus é atacado fisicamente.


Jesus passa pelo segundo julgamento diante de Caifás e da Corte do Sinédrio. Mateus 26.47-56
3h às 5h Jesus é preso no palácio de Caifás Mateus 26.57
5h às 6h Jesus passa pelo terceiro julgamento. Sai a decisão de pedir ao governo romano para matar Jesus - Mateus 27.1
6h às 7h Jesus passa pelo quarto julgamento diante de Pilatos, que afirma não ter encontrado pecado nEle.- Mateus 27.11-14
7h às 7h30min Jesus passa pelo quinto julgamento diante de Herodes Antipas, filho de Herodes o Grande, que tinha jurisdição sobre a Galiléia. Jesus se recusa a responder a qualquer questão e é devolvido rapidamente a Pilatos. Lucas 23.7-11
7h30min às 8h30min Jesus passa pelo sexto julgamento. Pilatos tenta repetidamente libertar Jesus, mas os líderes judeus não aceitam. Pilatos tortura fisicamente e bate em Jesus para satisfazer os líderes judeus, mas eles exigem sua crucificação.


Jesus acabou condenado. Mateus 27.26
8h30min às 9h Soldados de Pilatos pegam Jesus no tribunal -- Pretório -- e se divertem com ele, torturando-o e colocando uma coroa de espinhos na sua cabeça. Mateus 27.27-31



9h às 12h Jesus é forçado a carregar sua própria cruz para a crucificação no Calvário. Mateus 27.32-34



12h Jesus é crucificado Mateus 27.35-36 13h Jesus clama pelo Pai: "Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?" Mateus 27.46


15h Falecimento de Jesus Terremoto Mateus 27.51-52 Soldados furam o corpo de Jesus, mas não Lhe quebram as pernas João 19.34
18h Enterro de Jesus no túmulo de José de Arimatéia Mateus 27.57-66

terça-feira, 12 de abril de 2011

Semana Santa

A Semana Santa e a crucificação de Jesus tinha para Francisco um valor incomparável. Segundo alguns autores, quando Francisco de Assis via uma torre de Igreja com a linda cruz, ele ajoelhava e dizia: Senhor! Obrigado! Porque com a Tua Cruz Remiste o mundo!
Foi a imagem de Jesus na cruz que despertou a sua vocação. Ouviu o Senhor falar: Francisco! Restaura a minha Igreja que está em ruínas!
Hoje um dos grandes símbolos de Francisco é a Cruz de São Damião.
Mas qual o valor da Cruz para nós cristãos?

             Muitas pessoas desprezam o significado da Cruz. Outras tem até aversão ao símbolo da cruz. .
            Precisamsos entender o ensinamento do apóstolo Paulo quando diz que “a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (I Co 1. 18).
            Paulo diz que a palavra da Cruz é poder de Deus.
            Infelizmente muitas pessoas desconhecem esse poder.
            Quantos crentes até evitam falar no Cristo crucificado?
            Mas Paulo diz: “nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos”. (I Co 1.23).

            Observe: “pregamos (anunciamos)  a Cristo crucificado”.
            Pregar o Cristo crucificado é anunciar a história da morte de Cristo e mostrar o valor desta morte para a nossa vida.
            A crucificação de Cristo, assim como sua ressurreição, continua sendo o Poder de Deus para nos resgatar do pecado.
Nossa libertação e cura dependem da Cruz de Cristo.
            Diga: Eu dependo da Cruz de Cristo.
            A sexta-feira santa histórica foi um dia de vitória. Lá na cruz o Senhor triunfou e nos deu a salvação. Vamos entender  os motivos da Cruz de Cristo:

1. Na cruz, Deus se revelou ao homem (Mt 27.51).
            Ficamos conhecendo o amor de Deus na cruz.
Ali Ele apareceu para nós. Morrendo por nós. Amando-nos até o fim. Sendo nosso Cordeiro e nosso Salvador. O véu se rasgou na morte de Jesus na Cruz. A cruz abriu acesso ao Pai.
Hoje, pelo sangue derramado na cruz, podemos ir a Cristo e nos alegrar Nele.
            Quando você conheceu realmente o amor de Deus?

2. Na cruz, Deus tomou a iniciativa e entrou em ação a favor do ser humano (II Co 5.19; Lc 12.50).
            A iniciativa pela nossa Salvação veio de Deus.
Ele foi à cruz por nós. Ele nos amou primeiro. Ele quis nos resgatar na Cruz.

3. Na cruz, o Filho de Deus consumou sua identificação com o homem pecador (Is 53.12; Hb 2.11);
            Na cruz Jesus se identifica com a nossa humanidade caída.
Ali era o nosso lugar, mas Ele quis morrer por nós e ser semelhante ao homem pecador.
Essa identificação nos gera vida eterna e cancelamento de todas as maldições.

4. Na cruz, foi oferecido um sacrifício pelos pecados do mundo ( Mt 27.46; I Pe 3.18);
            Todos os nossos pecados foram cravados na cruz. Ali ficaram nossas enfermidades da alma, do corpo e do Espírito.
            Os nossos pecados foram eliminados na cruz.
            Hoje podemos deixar na cruz tudo que nos causa dor e mágoas.
            A cruz é lugar de remissão e perdão de pecados.

5. Na cruz foi oferecido um sacrifício expiatório (II Co 5.14);
            A palavra expiar significa “reparar”; “sofrer no lugar do outro”.
Lá era o nosso lugar. Nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados.
            Ele se ofereceu por nós, morreu por nós e nos resgatou.
            Ele tirou nosso pecado e nos declarou santos e justos.
            Quando que você sentiu-se perdoado de todos os pecados?

6. Na cruz o pecador é identificado com Cristo e a Ele unido (Gl 2.20).
            A cruz é o local onde nos unidos a Cristo. Somos unidos no seu sofrimento, na sua dor e na sua ressurreição.
Toda a maldição da lei é cancelada na cruz.
Gl 3.13 diz que o Senhor levou nossa maldição. Somos libertados pela vitória da cruz.
            Estamos mortos com Cristo e assim vencedores.
            Assim disse João Wesley: “Pois o que está morto com Cristo está livre da culpa do passado e do poder do pecado presente, como os mortos estão livres do comando dos seus antigos comandantes[1]”.

7. A ressurreição de Cristo
            A Morte não teve vitória sobre o Senhor Jesus. Ele triunfou na Cruz. O Túmulo ficou vazio. Hoje somos slavos e libertos porque Jesus morreu verdadeiramente e ressuscitou verdadeiramente. Adoramos o Cristo vivo que foi morte por nós e por nós derramou seu precioso sangue.
            O Túmulo vazio é a cosntatação de que Jesus é Deus, é vencedor, é soberano.
            Não existe nenhum obstáculo para aquele que venceu o obstáculo da morte.
            Jesus ressuscitou e triunfou para a nossa vitória eterna. Podemos cantar: Morte, onde está ó morte a tua vitória! (I Coríntios 15.55-57).

            Esta semana é especial. Podemos aproveitar a data para Evangelizar, cultuar e adorar ao Senhor.
            Nossa célula precisa estar sempre na alegria da Páscoa. Nossa mensagem é a Páscoa. Páscoa de Jesus da morte para a Vida.
            A Páscoa dos Judeus celebrava a saída da opressão do Egito.
A nossa Páscoa Celebra a ressurreição do Senhor e a nossa esperança num novo céu e uma nova terra. Celebramos a Páscoa de Jesus. A Nossa vitória!
Podemos falar como Francisco: Senhor Obrigado! Porque pela tua cruz remiste o mundo!


[1] Teologia de João Wesley p. 80

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Domingo de Ramos na Vida de Clara de Assis


Domingo de Ramos de 1212, no dia 18 de Março.
Nesta data Clara resolve assumir a vocação de intercessora diante de Deus. Conhece Francisco de Assis e seu ministério. Como pertencia a uma família Nobre, ele tinha naturalmente duas opções: Ou se casar com um homem rico e nobre ou ser Abadessa de um famoso mosteiro.
Clara escolhe o pior. Escolhe viver sem rumo como Francisco. Deus o leva a um ministério perpétuo de adoração e oração pela Igreja.
Sua fuga foi justamente no Domingo de Ramos.
A data quando a Igreja comemora a entrada de Jesus em Jerusalém para sua última semana antes de sua dolorosa morte e gloriosa ressurreição.
No dia da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, Jesus entrou definitivamente na vida de Clara. Tem coragem para enfrentar os pais, o futuro, a sociedade. Sua vocação é forte e irresistível. Seria uma mulher pobre, casada com Jesus e vivendo o carisma de Francisco no ministério da Intercessão. Foi fiel ao seu ministério até a sua morte. O seu maior milagre foi ser uma serva de Deus.
Como evangélicos não cultuamos ou veneramos Clara. Nunca oramos para Clara, somente para a Trindade. Mas temos a alegria em ver Deus agindo em sua vida. Clara foi um exemplo de perseverança e fidelidade a oração e a pobreza. Viveu até a sua morte na Igreja de São Damião. Morre no dia 11 de Agosto de 1253.
Clara foi uma serva do Senhor que deixou exemplo de vida consagrada.
Jesus entrou triunfalmente em seu coração.
Já vivia em santidade, mas decide, na Missa de Domingo de Ramos dar o seu SIM definitivo ao Senhor Jesus.
Louvado seja o senhor Jesus!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quaresma de Francisco e a Luta Espiritual do Cristão

Quaresma, Francisco e Paulo

Francisco foi em dia de carnaval, ao lago de Perusa, à casa de um discípulo seu, onde passou a noite, foi inspirado por Deus para observar aquela Quaresma em uma ilha do lago de Perusa.
Francisco pediu ao discípulo que o levasse em sua barquinha a uma ilha do lago, onde não habitasse ninguém, e isto fizesse na noite de Quarta-feira de Cinzas sem que nenhuma pessoa o percebesse. Francisco só levou consigo dois pãezinhos.
E, chegando à ilha, Francisco lhe rogou por favor que não revelasse a quem quer que fosse a sua permanência na ilha e só o fosse procurar na Quinta-feira Santa; e assim o discípulo voltou para casa.
E Francisco ficou sozinho: e ali não havendo habitação em que ficasse, entrou num bosque muito copado, no qual muitos espinheiros e arbustos se reuniam a modo de uma cabana ou de uma cova, e naquele lugar se pôs em oração e a contemplar as coisas celestiais.
E ali passou toda a Quaresma sem comer nem beber, além da metade de um daqueles pãezinhos, conforme o que encontrou o seu discípulo na Quinta-feira Santa, quando o foi procurar: o qual achou dois pãezinhos, um inteiro e outro pela metade.
E depois, naquele lugar, onde Francisco fizera tão maravilhosa abstinência, realizou Deus muitos milagres; pela qual coisa começaram os homens a edificar casas e habitá-las; e em pouco tempo construiu-se um bom e grande castelo e houve um convento de frades, o qual se chama o convento da Ilha; e ainda os homens e mulheres daquela aldeia têm grande reverência por aquele lugar, onde Francisco passou a sua Quaresma. (Baseado no I Fioretti de São Francisco de Assis. Capitulo 07. Editora Vozes-1985-Pg. 29-30).

Mas o que é Quaresma?
A primeira Campanha de Oração da Igreja primitiva foi chamada de Quaresma. Eram quarenta dias de oração e jejum pela santificação da igreja e das vidas que iriam ser batizadas no domingo da Páscoa. Era uma caminhada de luta e oração. A quaresma começa com a quarta-feira de cinzas e termina na semana Santa. Era um período de consagração e Luta espiritual. Era uma campanha de Oração de conversão e pelo arrependimento. Era uma luta contra a carne e contra as forças espirituais do mal.
Todo cristão vive em guerra espiritual. Existem forças malignas orientadas pelo diabo para atacar e contra-atacar o cristão. Nesta guerra não podemos lutar isolados. Necessitamos da igreja e da Unidade Cristã na nesta Luta Espiritual. Esta é a orientação de Paulo aos filipenses. É sobre este assunto que iremos refletir, lendo Filipenses 1.27-30.

I. Temos uma meta
Paulo diz que os cristãos tem um projeto de vida. O projeto é viver a cima de tudo por modo digno do evangelho (27).
O Evangelho de Cristo apresenta normas de vida e conduta. O cristão vive como o Evangelho descreve. Devemos viver de modo digno do Evangelho de Cristo. Nosso lema é: Amar a deus sobre todas as coisas e o próximo como a nos mesmos. Cumprindo esta máxima do Evangelho, seremos discípulos fiéis e preparados.
Você tem conseguido viver de modo digno do Evangelho?

II. Temos um progresso para alcançar
Para que soubesse que os filipenses estavam progredindo espiritualmente, Paulo exigiu três posturas (27):
Firmes em um só espírito: Nosso espírito é o Espírito de Cristo. É o Espírito de expressar Cristo pela nossa unidade.
Com uma só alma: Nosso ânimo é um só. Agradar a Deus. Glorificar o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Não temos outra intenção.
Lutando juntos pela fé evangélica: A fé evangélica é levar vidas Cristo. Esta é a nossa meta. Lutamos para levar vidas à fé em Cristo.
Nosso símbolo de Unidade é a Igreja. Não podemos deixar o altar de Deus e a Santa Ceia. Nossa unidade gera a vitória que necessitamos e faz com que progredimos na fé.
Você tem progredido na fé?

III. Temos um combate pela frente
Paulo pede para que os filipenses em nada estivessem intimidados pelos adversários (28).
Existem adversários: O mundo, o diabo e a carne. Mas não podemos andar intimidades e com medo.
Não precisamos ficar com vergonha da fé evangélica diante do mundo e dos adversários. O que os adversários entendem como perdição e loucura, para nós é salvação da parte de Deus.
Ser discípulo de Jesus é salvação e felicidade. Para o mundo é prisão e fanatismo. O mundo não consegue enxergar a liberdade que temos em Cristo.
Neste combate espiritual poderemos sofrer muito com as perseguições, chacotas e retaliações. Mas Paulo diz que temos a graça de sofrer por Cristo, e não somente de crer nele (29).
Os filipenses tiveram um grande consolo: O combate dos filipenses era o mesmo combate de Paulo (30). Estavam sofrendo com o apóstolo pelo progresso do Evangelho.
Você tem sofrido como crente?

Conclusão:
            Somos livres e abençoados, mas precisamos perseverar na Unidade. A Igreja é a nossa maior marca de unidade cristã. Não importam nossas diferenças, temos um só espírito, uma só alma e uma só luta. Lutamos para salvar as pessoas da morte e do inferno. Lutamos para dar dignidade e salvação a todas as pessoas. Não desistimos das pessoas. Cremos na obra de Deus. Cremos no Encontro com Deus. Cremos que no Senhor, as pessoas são salvas e transformadas. Louvado seja o Senhor.
            Como Francisco, devemos reservar os dias da Quaresma para orar pelas conversões e pela santificação da Igreja de Cristo na face da terra.